Curtiram?
@bdugin
Histórias, opiniões e outras bobeiras mais.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Investir é...
Mais um trabalho que fiz. Neste comercial, peço a mão da minha noiva em casamento. Essa ideia, por enquanto, só na ficção...
Curtiram?
Curtiram?
terça-feira, 22 de maio de 2012
Curta - Gravidez Precoce
Finalmente nasceu! Meu novo curta junto com a atriz Núbia Gremion, sob a direção de Celso Garcia.
Você pode conferir aqui o resultado. Se gostou, não hesite em compartilhar.
Você pode conferir aqui o resultado. Se gostou, não hesite em compartilhar.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Teaser Gravidez Precoce
Meu curta nasce dia 21. Esse é um teaser de Gravidez Precoce.
Roteiro e direção Celso Garcia
Com Bernardo Dugin e Núbia Gremion
Roteiro e direção Celso Garcia
Com Bernardo Dugin e Núbia Gremion
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Vai um fondue? De carne ou de camarão?
Que tal um fondue de carne e de camarão para curtir o inverno? Visitei o Auberge Suisse, em Nova Friburgo - RJ. Confira em meu programa Rota do Turismo.
Preciso falar se vale a pena?
Auberge Suisse - Hotel, Pousada e Restaurante
Rua Dez de Outubro, s/n - Amparo - Nova Friburgo - RJ - Brasil
Contato / Reservas: (22) 2541-1270
domingo, 6 de maio de 2012
Da próxima vez que disser "ele só quer me comer", lembre disso
Hoje o blog deu uma ligeira esquentada. O assunto é polêmico, assim como o @bdugin. Por isso está aqui.
*Por Frederico Mattos
Ouço muitas mulheres se lamentando sobre os homens dizendo que eles são tarados, sexualizados demais, que não querem nada sério, que namorar nem pensar e se queixam dizendo: “no fundo, só querem me comer“. Sei qual é o incômodo implícito nessa queixa – o de serem vistas como um pedaço de carne, apenas um apelo sexual, uma vagina ambulante, em resumo, um OBJETO.
Essa sensação desagradável é legítima, mas quero ampliar o papo, afinal o sexo não é única maneira de tornar uma pessoa um objeto. Objetificar uma pessoa é um processo mental de despersonalização dela em favor de um único aspecto ou traço de sua personalidade, condição social ou material.
Traduzindo – quando você fala da mulher gostosa, do amigo gay, do cara cheio da grana, está objetificando essa pessoa, ou seja, reduzindo-a a um só aspecto e perdendo tudo o que diz respeito à pessoa como um todo.
Muitas mulheres mesmo sabendo que são vistas como “um pedaço de carne” continuam se relacionando com o cara com a esperança que ele a veja para além da sua bunda ou seio farto. Ela quer namorar e ter um relacionamento “sério”. Logo que conhece o cara já começa a fazer um scanner psicológico e quer saber se ele é um bom partido. Se ele não liga no dia seguinte ela se sente ultrajada dizendo que ele a usou e que sentiu algo a mais por ele. Como assim algo a mais? Ela mal conhece o cara e já o acusa de ter sido usada?
E aí vem aquela revelação bombástica – a mulher que só quer namorar e ter um compromisso sério também vê o homem como um objeto. Um objeto para a sua fantasia de namorada. Aquele cara perdeu sua personalidade, história pessoal, amizades e um trabalho, aos olhos dela ele virou um namorado em potencial. Toda a experiência que ela tem ali é filtrada por essa ideia fixa que deixa seu olhar completamente tendencioso e aflito.
“Como assim ele não quis nada A MAIS comigo?”. Ela nem se pergunta se ele não se sentiu como um objeto sendo visto com tanta intimidade sem ao menos passar alguns dias ao lado dela?
A maior parte dos homens nem sabe explicar isso, mas eles sentem como se ela quisessem grudar logo de cara e acham tudo asfixiante por um motivo simples: ele não foi visto como pessoa. Naquela afobação para encontrar o cara perfeito, ela age como quem está com fome e vai fazer compras no supermercado – pega qualquer coisa e enfia na boca. Estamos falando de pessoas, e um homem, caso a mulher esqueça, também é uma pessoa.
Então, do mesmo jeito que você se queixa que ele só quer te comer (objeto-sexo), você também só quer namorar (objeto-compromisso/proteção emocional). Ambos são tratamentos que transformam uma pessoa num objeto, mas nossa cultura diz que só querer sexo é feio e só querer namorar é bonito, não é? Sem enxergar o outro lado da moeda, muitas mulheres não conseguem se soltar e ficar à vontade num contato com um homem. Estão sempre medindo quanto ele quer transar com ela ou não. No final das contas ficam sozinhas, reclamando e reforçando aideia de que são vistas como objeto… Desculpe dizer, minha amiga, você faz o mesmo!
(do site casalsemvergonha.com.br)
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Rota do Turismo - Duas Barras
O Rota do Turismo visitou Duas Barras, uma cidadezinha do interior do Rio com apenas 11 mil habitantes. As belezas naturais, o clima de montanhas, a simplicidade do bibarrense (o que passa longe de simplório) e uma das melhores pistas de voo livre do Brasil chamam a atenção de quem visita a cidade.
Difícil é querer ir embora de Duas Barras...
Confira em meu programa:
Difícil é querer ir embora de Duas Barras...
Confira em meu programa:
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Santo ou Santana?
Uma aventura de taxi
Era segunda-feira e eu acabara de desembarcar no terminal rodoviário do Rio de Janeiro. Na saída, além do calor, uma fila homérica para pegar um táxi convencional. Nos guichês executivos, atendentes desesperadas tentando atrair “clientes vips”.
Era segunda-feira e eu acabara de desembarcar no terminal rodoviário do Rio de Janeiro. Na saída, além do calor, uma fila homérica para pegar um táxi convencional. Nos guichês executivos, atendentes desesperadas tentando atrair “clientes vips”.
- Ei, psiu. Táxi?
- Táxi, senhor?
- Boa tarde!
- Aqui, aqui. Destino?
Acho que esse serviço é só pra gringos ou para quem não tem noção nenhuma da cidade. Eles cobram uma fortuna por um trajeto curto. E logo na rodoviária. Vai entender...
Pra mim, rico que é rico tem carro, motorista ou viaja de avião.
(ainda chego lá)
Com eletrônicos na mochila e atrasado – como sempre – achei melhor não arriscar um ônibus para Botafogo.
Cruzei o terminal e fui para o embarque na esperança de pegar algum amarelinho que despachava um passageiro.
Não deu outra. Passaram uns três Santanas, ignorei.
![]() |
| O rejeitado |
- Tá livre, amigo?
- Estou. Só um minuto que preciso fazer uma ligação antes.
Um coroa, de mais ou menos 60 anos, sacou o celular do bolso, abriu o porta malas e pegou um envelope.
Esperei quatro minutos até entrar no táxi. Ele, de dentro do carro, gesticulava bastante. Abaixou o vidro e fez sinal para eu entrar.
- Desculpa te fazer esperar.
- Beleza. Vamos para Botafogo, por favor? Vou ficar na Real Grandeza, esquina com a Voluntários da Pátria.
- OK.
Não deu um minuto e o celular dele tocou.
- Isaura, acho que é ele atrás de mim. Um número estranho me ligou três vezes.
Enquanto ele falava num tom arrogante, possivelmente com a esposa, olhava para mim pelo espelho.
Enquanto ele falava num tom arrogante, possivelmente com a esposa, olhava para mim pelo espelho.
- Esse cara é meio maluco, pensei.
Mas no painel tinha tanto santo, que achei que a maluquice fosse da minha cabeça. Depois de uma curva brusca pra esquerda, ele soltou:
Mas no painel tinha tanto santo, que achei que a maluquice fosse da minha cabeça. Depois de uma curva brusca pra esquerda, ele soltou:
- Olha, to fudido por causa de uma bobeira a toa. Dei um tiro num motorista de ônibus filho da puta que mexeu com meu neto e agora a polícia tá atrás de mim.
Falei a primeira coisa que veio na minha cabeça, antes de, claro, trancar todo e qualquer orifício existente no meu corpo. Ali não passava nem agulha.
Falei a primeira coisa que veio na minha cabeça, antes de, claro, trancar todo e qualquer orifício existente no meu corpo. Ali não passava nem agulha.
- É mesmo, rapaz, o que que esse cara fez com você?
- O babaca não quis parar o ônibus pro meu neto de 12 anos entrar. Peguei o taxi, cortei na frente do viado e mandei abrir a porta. Aí ele me desafiou, falou merda comigo. Peguei a arma que fica embaixo do meu banco...
(É agora que ele me assalta!!!)
... e acredita que o motorista veio pra cima de mim? Dei dois tiros. Só que foi em legítima defesa. Graças a Deus ele não morreu. Tá lá no hospital fudido.
- Rapaz, mas o cara partiu pra cima de você? Ele que desceu do ônibus? Então ele está totalmente errado.
- Não tá? Só que isso tá me dando uma dor de cabeça danada. Eu, um cara do bem, mais de 60 anos, sem nenhuma passagem pela polícia, já tive que gastar R$8mil com advogado. E isso é só o começo. Taxista, fudido, precisando de grana...
E me olhou fixamente pelo espelho.
(Ok. Agora perdi meu computador, dinheiro, vou ser sequestrado por esse maluco. Devia ter entrado num Santana mesmo...)
- E minha mulher fica nervosa, me ligando pra saber onde eu estou, se estou bem.
- Isso que eu ia te perguntar. É chato né, porque envolve família. Deve estar todo mundo preocupado com o senhor.
- Meu neto até mudou de escola. Minha esposa abre e fecha o portão pra eu chegar em casa, minha filha chora todos os dias...
- O emocional fica abalado, né, senhor?
E disparei a falar. Pronto. Família é o ponto fraco de todo mundo. Por mais que a pessoa seja “do mal”, ela ama alguém e tem alguém que a ama também...
- Disse tudo: emocional. Não consigo mais dormir pensando nisso.
- O senhor pensa em vingança da parte dele?
- Descobri que ele não é gente do bem não. Já tem duas passagens pela polícia porque batia em mulher.
- Ih... não tem coisa mais covarde, né?
- Nem me fale nisso.
(Mais um ponto pra mim!)
- Aí ele não pode fazer mais nada não senão dá ruim pra ele, né?
Silêncio.
- Você sabe mexer em celular? Vê aí quem me ligou. Não sei ver as últimas chamadas.
- 998***00.
Enquanto ele anotava o número na mão, continuei a falar:
- Olha só, se você apertar pra baixo, aparecem todas as chamadas. Como é seu nome?
- Elias.
- Seu Elias, aí as chamadas com seta vermelha são as perdidas. As verdes são as que você fez.
- Tá brincando! Que isso! Obrigado, menino. Você é um garoto do bem. Percebi isso quando você entrou no táxi.
- E esse Santo?
- É o meu protetor.
- Ele protege mesmo, hein?!
E ri.
- Fico na próxima esquina, tá?
- Tá bom aqui?
- Tá ótimo. Deu quanto com a tabela?
- Nada não. Estava precisando desabafar.
- Que isso! Toma R$20.
- Para de bobeira. Não vou aceitar de jeito nenhum.
- Sério?
- É sério. Boa sorte na vida, garoto. E não faça besteiras.
- O senhor também, hein?! Obrigado.
E empurrei para debaixo do banco do carona os R$20. Mesmo ele não tendo cobrado, acho que precisará de muitos clientes para pagar os honorários do advogado.
Ah, seu Elias...
sábado, 28 de abril de 2012
Auberge Suisse - Rota do Turismo
Já conhecia o Auberge Suisse de nome, mas tive uma surpresa muito agradável ao visitar o lugar pessoalmente. Que astral bom!
Depois eu posto sobre a gastronomia de lá...
um fondue de carne e de camarão de mexer com o apetite de qualquer pessoa...
Mas isso só no próximo programa.
Confira Rota do Turismo no Auberge Suisse:
Onde?
Rua Dez de Outubro, s/n - Amparo - Nova Friburgo - RJ - Brasil
Contato / Reservas: (22) 2541-1270
Depois eu posto sobre a gastronomia de lá...
um fondue de carne e de camarão de mexer com o apetite de qualquer pessoa...
Mas isso só no próximo programa.
Confira Rota do Turismo no Auberge Suisse:
Onde?
Rua Dez de Outubro, s/n - Amparo - Nova Friburgo - RJ - Brasil
Contato / Reservas: (22) 2541-1270
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Aconteceu... há um ano
Eu estava no 5º período da faculdade de jornalismo e tinha a missão de passar uma tarde em um hospital público e escrever uma matéria sobre o que vi. Por obra do destino, minha tia faleceu nesse mesmo dia e no mesmo hospital. Foi a matéria mais difícil que escrevi. Eliminar sentimentos do meu texto não foi nada fácil. Optei por usar codinomes.
Hoje completa um ano que ela se foi.
A saudade é grande...
...
Sábado, 23 de abril de 2011. Passam das 14h no Hospital
Municipal Raul Sertã (HMRS), em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio. No Centro
de Emergência, 12 pessoas aguardam o atendimento. Pés inchados, dores na
coluna, queimação no estômago. O tempo de espera médio é de uma hora. Já no
Centro de Tratamento Intensivo (CTI), familiares de sete pacientes aguardam a
liberação para a visita. Eles têm direito a 30 minutos com os internados.
O horário marcado é às 14h. A essa altura, oito minutos de
atraso. Os semblantes oscilam entre preocupação, tristeza e esperança. Na
parede, quadros com fotos, objetos e depoimentos daqueles que já superaram a
mesma dor confortam.
Uma trapezista de circo que caiu durante um espetáculo e
ficou no CTI por 11 dias e sobreviveu, agradecia em poucas palavras à equipe do
hospital: “Graças a vocês estou de volta, meus anjos”.
Entre os visitantes, a professora Gabriela Santos, 30 anos.
Ela segurava uma foto da avó, já falecida, e um terço. A mãe Clara Santos,
60, sofreu um infarto na quarta, 20.
Segundo os médicos, o estado de saúde da paciente era grave.
- Minha mãe só está
viva graças à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Fizeram um atendimento
rápido e ela foi transferida para cá, disse Gabriela.
No canto da sala de espera, a família de Rafael Costa, 16
anos. O adolescente foi atropelado na madrugada de quinta, 21 e de acordo com a
junta médica, só tinha 1% de vida. Nesta
manhã ele acordou e falava frases desconexas, segundo a mãe Marília Costa. Ela
não pensa em sequelas. Acredita ser o efeito dos medicamentos.
Rose Baptista, 45 anos, observava objetos de ex-pacientes
ofertados ao hospital. Com um santinho de Nossa Senhora Aparecida fazia suas
preces para a cura do filho de 18 anos.
- Ele fez uma cirurgia na perna e quando ia ter alta sofreu
uma infecção generalizada e foi para o CTI.
Até ontem o filho de Rose estava completamente sedado. Hoje
acordou.
De acordo com os próprios familiares, não é comum atrasos nas
visitações. O hospital é pontual.
14h15. Duas pessoas por família podem entrar. Os familiares
se olham. Marília Costa e o marido são os primeiros a subir. Rose prefere ir com o irmão. Gabriela Santos
vai com a tia.
A última dupla não sobe. É encaminhada para outra sala. Gabriela
está com a bolsa de roupas da mãe. Pode ser a transferência para um hospital
particular. Devido ao infarto, Clara precisa fazer a cirurgia de cateterismo.
Do lado de fora, outros familiares aguardam por notícias. O
tempo parece não passar.
14h40. Gabriela sai com a tia de braços dados e desaba. Clara
faleceu exatamente às 14h. Os 20 parentes que a esperavam do lado de fora se
abraçam em comunhão.
Nesse mesmo tempo, em frente ao hospital, uma cavalgada pelo
dia de São Jorge. Os fiéis param e o silêncio reina. O que se escuta é apenas
um som baixinho de inspiração dificultada pelo choro. Segundos depois, uma
oração dos fiéis da cavalgada. Palavras simples e bonitas que pareciam fazer
total sentido para os entes de Clara.
Quanto às outras famílias, a batalha continua. Pelo menos
neste Sábado de Aleluia as esperanças se renovaram.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Chuvas na Serra: 'eles roubaram muito'
Primeiro texto da minha prima Rafaela Dugin. Ela está no primeiro período de jornalismo da PUC-Rio e já dá pra sentir a que veio...
Chuvas na Serra: 'eles roubaram muito'
Jornalista denuncia desvio de verbas públicas em reconstrução pós-castástrofe
*por Rafaela Dugin
A tragédia de janeiro de 2011 deixou mais de 900 mortos, 450 mil desabrigados e demandou mobilização na serra do Rio: toneladas de donativos enviados às vítimas, voluntários de todo o país e milhões de reais repassados às cidades atingidas. O jornalista do Globo Antônio Werneck investigou o uso do dinheiro destinado às vítimas das chuvas na Região Serrana e se deparou com fraudes.
![]() |
| A tragédia assolou milhares de famílias em 2011 na serra do Rio |
Em palestra na PUC-Rio, na última quinta, Werneck deu detalhes dos esquemas que incluíam superfaturamentos, pagamento de propinas e desvios de verbas. A emergência da situação exigiu contratos sem licitação, o que deu margem para prefeitos, secretários e empresários corruptos agirem.
Teresópolis e Nova Friburgo foram as cidades que mais receberam apoio financeiro, por outro lado, foram também os principais alvos de suspeitas de fraude por mau uso do dinheiro público.
O prefeito de Teresópolis Jorge Mário Sedlaceck (sem partido) teve seu mandato cassado. Em Nova Friburgo, o então prefeito em exercício Dermeval Barboza Moreira Neto (PTdoB) foi afastado por improbidade administrativa. Os secretários de governo das duas cidades tiveram o mesmo destino de Dermeval e as câmaras de vereadores instauraram CPI para apurar as denúncias.
Segundo Antônio Werneck, em um primeiro momento o governo Federal repassou R$100 mi para a reconstrução das cidades e a população continuava a se queixar de que nada havia sido feito.
![]() |
| A destruição em Nova Friburgo |
- Após quatro meses tudo estava no mesmo lugar. Pra onde o dinheiro foi?, indagou.
No desenrolar das investigações, descobertas alarmantes.
- Tive acesso a uma imagem do circuito interno de TV do Banco do Brasil. A cena mostrava um secretário municipal de Nova Friburgo e um empresário enchendo uma mochila de dinheiro. Eles roubaram muito, disse Werneck.
O processo investigativo das fraudes na Região Serrana exigiu exposição do jornalista. Ele analisou documentos, notas e esteve frente a frente com os secretários acusados, que classificou como mafiosos.
- Fiquei com medo dos olhares maldosos dos secretários, revelou.
Até agora nenhuma casa popular foi entregue e a dragagem do rio ainda não começou em Nova Friburgo.
- A população ainda aguarda obras de contenção de encostas, reconstrução de pontes e casas, acrescentou.
Em Teresópolis, após um ano e três meses da maior tragédia climática do país, mais cinco mortes por soterramento. As vítimas tinham voltado a morar em áreas de risco.
A investigação seguida da reportagem “Depois da Tempestade, vem a corrupção”, publicada em 10 de julho de 2011, rendeu a Antônio Werneck um dos mais importantes reconhecimentos do jornalismo, o Prêmio Esso – ele já tinha outros dois.
![]() |
| Antonio Werneck |
Antônio Werneck trabalha há 20 anos no jornal O Globo. Atualmente, na editoria “Rio”. É especializado em segurança pública com experiência em coberturas que envolvem Polícia Federal, Exército e Ministério Público.
Werneck ganhou três prêmios Esso. O primeiro deles veio com uma matéria sobre a história de uma testemunha que deveria ter recebido proteção da polícia, mas acabou morta. “Traficantes nos quarteis”, em que foi denunciado o desvio de armas e munições das forças armadas, deu a ele o segundo prêmio. “Depois da tempestade, vem a corrupção” rendeu mais um troféu.
Além das premiadas matérias, Werneck fez outras relevantes contribuições ao jornalismo, como a série de reportagens intitulada “O x da questão”, que abordou a educação nas comunidades de baixa renda.
Para assistir a palestra completa e descobrir mais detalhes do que Antônio Werneck revelou aos estudantes de Comunicação Social da PUC-Rio, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=yVTSWj15H3E (o vídeo está dividido em sete partes).
Assinar:
Postagens (Atom)




